
Perdura na minha memória a imagem distorcida da face amigável do amor passado. É fascinante como, tendo passado três anos desde o último beijo, do derradeiro consolo, ainda hoje vejo esse momento, embora de outra forma. Embora a memória teime em reaparecer, ano após ano (era bom...), tenho, hoje, uma visão estranha desse momento.
Já não o vejo com saudade, infelizmente. Porque apesar de ainda provocar, provavelmente, um pouco de sofrimento... mostrava-me que, naquele dia, tinha vivido em plenitude o que defino como amor.
Não sinto, contudo, remorso nem tão pouco ansiedade em não querer relembrar essa memória da mesma forma. Águas passadas não movem moinhos...
Visto que tive a relação perfeita, onde a amizade imperava mas onde o carinho era algo gigantesco... onde nunca, mas mesmo nunca, nenhum de nós magoou o outro em onze meses de namoro, não sei como posso ter saudades disso. Porque uma coisa assim acontece uma vez na vida e, para mim, a palavra saudade é definida como a falta de algo que pode ser recuperado.
Há coisas sem remendo. Esta é uma delas. Não fico triste. Apenas tenho noção, hoje, que nada é inexpugnável. Quando se pensa ter uma relação perfeita... vem o oceano e separa-nos. Para quem pensa que as tecnologias resolvem o problema da distância, eu e ela somos a prova do contrário. Porque se o nosso amor era algo impressionante, brilhante aos olhos de todos que nos caracterizavam como casal... a relação não era de ferro.
Ou, se era de ferro, oxidou.
Enfim, nem sei porque escrevo! Talvez neste momento me apeteça correr até ao aeroporto e entra num avião para os EUA, mas não o faço. Porque correr, sim, poderia perfeitamente... como se não houvesse o dia de amanhã! Mas entrar no avião... não, muito difícil. Já fiquei três vezes no terminal e, como diz a senhora que me trouxe ao mundo:
"À terceira é de vez!"
E foi, à terceira, aprendi o erro.
Sem remorso, sem saudade... mas com a memória. Distorcida, mas feliz.
Já não o vejo com saudade, infelizmente. Porque apesar de ainda provocar, provavelmente, um pouco de sofrimento... mostrava-me que, naquele dia, tinha vivido em plenitude o que defino como amor.
Não sinto, contudo, remorso nem tão pouco ansiedade em não querer relembrar essa memória da mesma forma. Águas passadas não movem moinhos...
Visto que tive a relação perfeita, onde a amizade imperava mas onde o carinho era algo gigantesco... onde nunca, mas mesmo nunca, nenhum de nós magoou o outro em onze meses de namoro, não sei como posso ter saudades disso. Porque uma coisa assim acontece uma vez na vida e, para mim, a palavra saudade é definida como a falta de algo que pode ser recuperado.
Há coisas sem remendo. Esta é uma delas. Não fico triste. Apenas tenho noção, hoje, que nada é inexpugnável. Quando se pensa ter uma relação perfeita... vem o oceano e separa-nos. Para quem pensa que as tecnologias resolvem o problema da distância, eu e ela somos a prova do contrário. Porque se o nosso amor era algo impressionante, brilhante aos olhos de todos que nos caracterizavam como casal... a relação não era de ferro.
Ou, se era de ferro, oxidou.
Enfim, nem sei porque escrevo! Talvez neste momento me apeteça correr até ao aeroporto e entra num avião para os EUA, mas não o faço. Porque correr, sim, poderia perfeitamente... como se não houvesse o dia de amanhã! Mas entrar no avião... não, muito difícil. Já fiquei três vezes no terminal e, como diz a senhora que me trouxe ao mundo:
"À terceira é de vez!"
E foi, à terceira, aprendi o erro.
Sem remorso, sem saudade... mas com a memória. Distorcida, mas feliz.
É verdade, as línguas e a literatura me esperam na faculdade. À terceira é de vez. Finalmente vou fazer o que amo. Obrigado a quem ainda me apoia...