sexta-feira, 27 de agosto de 2010

2 anos nossos =)


Hoje, dia 27 de Agosto, um tributo deve ser feito.

Hoje, 27 de Agosto, completam-se dois anos de uma amizade única em todos os sentidos. Já reparaste como somos tão diferentes e, ainda assim, nos completamos em muitas coisas? Pois é, dois anos depois, penso já que tu nunca sairás da minha vida pois, na realidade, já nenhum de nós consegue respirar normalmente na ausência do outro. Quando nos temos um ao outro, os problemas parecem mais simples de resolver, as nossas escolhas tornam-se mais claras e, acima de tudo, mais correctas.

O dia 27 de Agosto de 2008 juntou duas pessoas em algo improvável. Tu (como não poderia deixar de ser) tentaste vá, digamos, comunicar comigo. E, surpreendentemente, numa altura em que atravessava a fase mais transversal da minha vida, eu respondi e deixei-te entrar parcialmente no mundo só meu. Mundo esse que hoje, é também o teu mundo.

Hoje, já não necessitamos de lançar grandes elogios um ao outro. Sabemos com o que contamos. Sabemos o que temos. Amizade, verdadeiro amor de amigos. Como já disse em tempos sobre outras relações que tive, juntos, Luísa, ninguém nos supera. Aliás, juntos, tudo o resto deixa de ser tão importante como parecia ser antes.

Dois anos de muitos.

Obrigado por cá continuares.

Parabéns para nós.

p.s. eu nunca me esqueço do que é importante!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Perguntas, dúvidas, why's!


Esta noite, a mente está levemente perturbada pela dúvida e pelo medo. O preto das rochas é a única coisa em que consigo pensar. Ou, talvez, o preto das rochas seja aquilo em que quero pensar pois toda a minha vida tem sido passada a cogitar sobre tudo o resto. É engraçado como o momento suposto de paz não passa de um momento de aborrecimento. Ah sim, e de dúvida e de medo.

De que falava eu? Sim, de paz. Ora, se bem que nunca poderemos algum dia chamar paz a um sentimento de aborrecimento, certo? Porque isso teria algumas consequências nada boas para as nossas ideias firmes e ditas correctas, sensíveis, … Então, mas há coisas que dão sentido a tudo isto. Se a paz é então, na verdade, aborrecimento, aquilo que o meu sobrinho descreveria como sendo “uma seca”, a morte é um, chamemos-lhe ironicamente, momento de paz, correcto? Porque não deve existir nada mais aborrecido do que a morte.


Então, já não sentimos e, consequentemente, já não amamos, odiamos, ignoramos, condenamos, julgamos…. E o que é a vida sem sentimento? Uma colecção inútil de memórias pois memórias só se usam para lembrar como nos costumávamos sentir diante situações variadas!


Assim sendo, o conselho mais óbvio de todos seria que aproveitássemos aquele tempo que ainda dispomos para fazer e sentir algo. Contudo, esta é uma situação ambígua. O que significa aproveitar a vida ou como se diz vulgarmente: “viver a vida”? É dançar todos os dias nas discotecas enquanto testamos o limite do nosso corpo às bebidas alcoólicas ou mesmo a resistência do nosso cérebro à estimulação? Ou será fazer com que a nossa passagem pelo mundo em algo inspirador para pelo menos, sei lá, uma pessoa?


Algo disto faz sentido? Para mim, tudo. Desde rochas, pedras, calhaus pretos até à dócil ignorância de um ser humano infantil, irresponsável, egoísta e masoquista.



If you see someone crying, let him/her cry on your sholder. At least his/her tears will dry.